
Sim, chegou dezembro.
E com ele a sensação de já acabou, de agora temos que esperar pro ano novo começar.
Mas e o presente? E se hoje for o último dia da minha vida? Quando falei com minha prima sobre acordar todo dia e dizer: "Eu vivo hoje o meu presente", tentei falar um pouco da necessidade que tenho agora de agora. De ver o novo hoje como presente, mas presente mesmo, gift, dádiva, bênção, espécie de regalo de Deus. Pra quê ficar esperando um mês pra ser feliz, pra dizer "eu te amo", pra dizer "putz!, foi mal, mas não vai rolar", "obrigado", "desculpa", "me dá um aumento", "estou farto disto", "estou de saco cheio daquilo", "sinto muito"...
Espere a morte do dia, espere a morte da semana, espere a morte do mês. Quem sabe assim, você não aprende a esperar outra morte?
Ou apenas aprenda a dizer "não" pra espera, "sim" para o movimento, "vamos!" para a vida.
- Vamos!?!
*na foto, uma flor que conheci ao dizer "sim" para um domingo.






