sábado, 18 de fevereiro de 2012

Sol ela.














Céus do Planalto Central. 

Voando, vejo o pôr-do-sol. 

A terra negra, o céu azul acima das nuvens, o cinza das nuvens, o dorso alaranjado do mundo. O finíssimo contorno das nuvens brilhando luz, delineando formas. Há sombra, há luz, há clarão. O Sol escondido aparece em tudo que toca. Maravilhei-me de tudo. Penso vastidão do mundo, penso planalto central, penso visão além do alcance, penso vasto, profundo, eternamente momentâneo. Penso no amor presente nas coisas todas. 

Essa luz é amor, penso. Essa sombra é amor. Penso. A janelinha do avião é janela pra minha alma, que vasteia sem medida quando nada o rio abaixo, a correnteza me levando. 

Quão extenso é o mundo, quão misturado, quanta terra, quanto ar. Quanta imensidão de nada onde o tudo insiste em incomodar. Quanta beleza há? Um outro rio é outro, é mais bonito, é mais laranja e prateado agora, daqui, do céu da tarde que vai pra Brasília anoitecer. Penso níssimo. 

Como tudo pode ser tão grande e ao mesmo tempo tão pequeno, frente ao tamaninho enlouquecedor da minha muito filha? Será que Deus não vê que a fez do tamanho do mundo? O sol agora me sorri. Ele já pode iluminar a minha filha.

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