quinta-feira, 2 de abril de 2015

Sirimim

foto: Ana Guimarães

San Bol. 
Deus entrou pela janela do banheiro de madrugada. 
O vento dizia Om e o Vazio entrou despreenchendo tudo. 
Foi-se tudo. 
Foice tudo.
Banhei-me nas águas milagrosas de San Bol. 
Eu caranguejo, sirimim.
Ontem, massageio seus pés cansados de tanto Caminho em meditação.
Descubro que eles estavam dentro d'água, banheira do amor.
A banheira é de pedra, a água turmalina. 
Vitrifique-se.
O perdão clarifica o espírito, o amor ilumina a alma, a paz cristaliza o equilíbrio.
Tornamo-nos um com o Caminho e o Vento. 
Óh! Trigonal une verso!
Há mar na banheira mágica de San Bol.
E o Vento continua passeando na copa das árvores, mesmo quando não vejo.

A Ave Maria na Banheira de San Bol me banhou o espírito, a fé e o Caminho.
Sou grato a Peregrina Ana Guimarães.


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