terça-feira, 9 de setembro de 2014

Código Morse



Morro de amores.

Montanha, mesmo.

Talvez cadeia. Cumes. Picos.

Amar não tem sido um verbo muito conjugado.

Talvez amar venha sendo conjulgado.

Réus algozes, tribuna de todos, juízes facebookiânus que jogam pimenta refresco.

As mazelas da convivência digital. O desrespeito social. O limite, quando virtual, deixa de ser físico, palpável, táctil. Con-fundem-se liberdades. Con-fundem-se fronteiras.

O romantismo do Rouba-bandeira mora na infância. Lá, sentidos.

Fui postar um coração numa foto. O carinho dos meus dedos na tecla nunca se fizeram sentidos. O toque nos cabelos da menina não exalaram perfume. Os beijos no rosto não molharam o tempo. A banalização do afeto diminui o significado do encontro.

E, triste, escrevo no blog: "morro de amores".



*imagem: mantiqueirista.blogspot.com

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