quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Time is Money?




O maior luxo do mundo: Time is money.

Paro. Penso. Afinal, tenho tempo de sobra pra isso. Ócio criativo? Tal qual filósofo? Yes, bebê. Mas será que a máxima procede? Time is money? O que é tempo pra você? E luxo? E qual é afinal o seu conceito de valor? Você já parou pra pensar nisso?

O meu parece divergir em algum ponto do prisma social. Tenho que responder de bate-pronto. Afinal, o meu espaço aqui é limitado pela falta de tempo de quem só corre o olho, não lê, vamos falar a verdade.

Então vamos lá:

Vendi minha TR4 pra ficar 3 meses caminhando, dormindo boa parte de favor e comendo basicamente uma refeição completa por dia. O que é luxo? A Pajero ou 3 meses de tempo? Eu faria os 2.500km que fiz a pé, em 88 dias, em 2 dias, se fosse de Pajero. Curiosamente, Pajero, pela origem da palavra, é ou “o mentiroso” ou “o punheteiro” – hispanicamente falando. Pras duas coisas, precisa-se de tempo.

Tempo, para mim, não está ligado ao Estar. Mas sim, ao Ser. Esse é o verdadeiro fenômeno. Não o Ser pelo Ser – das ding an sich – mas o Ser em estado de observação. Ok, isso deveria ser o Estar, mas se o Ser pode ser observável, é onde (ou quando) se encontra com o Estar. Com o fenômeno de Ser. Aí o Tempo verdadeiramente é. Onde (ou quando) Está. É o que me parece. Podemos desdobrar essa reflexão filosófica um pouco mais, mas aí demanda mais tempo...

Sabe, o meu conceito de valor, transcende o luxo. Acho que não tem nada de luxo a sua bolsa Louis Vuitton. Independentemente dela ser falsificada ou verdadeira. Acho brega. Acho que tanto a falsificada quando a verdadeira são falsas. Porque no que tangem o conceito de valor, não representam nada, senão dinheiro. Ou ter, ou a vontade de Ter. E Ter é diferente de Estar ou Ser. E Tempo pode ser discutido em relação ao Estar ou ao Ser. Não ao Ter. O Tempo é fugidio. Volátil, uma parecência-instantânea relativa à observação. Sua bolsa não. Quando você morrer, ela vai estar aí, com toda a sua breguice a falar da atemporalidade do luxo do lixo. Ou seria do lixo do luxo?

É, pelo visto temos que ter tempo para pensar. Acho que, filosoficamente, podemos propor outros conceitos:

“O maior lixo do mundo: Time is money.”

Ou, se formos mais audazes...

“O maior luxo do mundo: Time is time.”



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