quarta-feira, 10 de abril de 2013

O que os olhos não vêem, o coração enxerga

Prosseguir, apesar de.
Lugar do encontro com o desconforto. O Entrepasso.

Hoje, cheguei a Assis. Fiz encomendas adeus. Rezei aos entes, amados, rezei um terço, um quarto. Rezei que ninguém não viu, rezei pra todomundo. Benzi os meus, travei conversas todas, mesmi comigo, encantoei encantos na prece de São Francisco.

Peguei uma folha de oliva pra cada um. De dentro do outro mundo de cá, se vê o outro mundo de lá. E é bênção pra toda gente. Minha filha que eu abraço seu existir. Minha filha que eu amo de não mais me entender. Minha filha que ventou dentro de mim pra que eu pudesse cá, minhar.

Minho. Meu. Nosso. E a cada passo, meu caminho fica, existindo nela sentidos de bem maior que eu entôo pra toda vida amém.

Um comentário:

Lucia Luz disse...

Bê que soneto de amor e fé.
Feliz da Beatriz. Um pai melhor e abençoado a cada passo.
Beijo