quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Deu




Deu.

Amei de todas as formas. Derramei-te. Derramei-me. Derramei-ti. Transbordei sentidos. Entornei. Tornei-me outro, derramado, tornado líquido, e-feito da água do há mar.

Fizmemolhaaaaaaaaado.

Olhado por ti, ilhado, que querer sem dono é desejo-abandono, perdido, flor sem água tomba, tromba d'água afoga.

Afaga.

Dá-me o de beber. Que quero tomar. Quero o copo cheio, sem meu devaneio de por ti entornar.

Em torno de nós, o jardim do ídem. É que somos iguais. Amantes, amados, cansados de sofrer de há mar. Há porque nadar. Há porque querer. Há de acreditar. Há, que não estou farto, há porque há, crê, dito: há tempo e balsa, há pra navegar.

Deus nos chama de amor que queima, fogo n'água salga, tempera a espera do meu peito, que insiste: não vou magoar... mesmo líquido, mesmo flácido, mesmo público, rasgado mesmo tímido. Ele vai permanecer lá. Sendo olhado, visto, boiando, a deriva, no sobe desce das ondas do oitinfinito há mar.

Boi, ando. Forte, lento, certeiro e assertivo. Insistente.

Não entorno mais. Não entorno ais. Meu tempo agora é ágora, praça de sentidos, de versos, da poesia do encontro, da bóia, do salva vívidas lembranças boas, só boas e só.

Estou começalmente pronto. Sou amor e espero. Se és pêra, venha. Aqui, tendente pra ti.

Dá.



*o texto acima foi um des a fio. Se quiser me des a fiar, mande um email para besantanna@gmail.com com seu nome e contatos e, se for um bom des a fio, um texto novo será bordado aqui nesse blog, com meus agradecimentos a você. Hoje, agradeço a Gabriela, que foi por ela que as palavras acima foram transbordadas.

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