segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Rubi



quando
descobriu que amor
era tarde
demais
quando
descobriu que amor
era tarde
dê mais
não há pacote que sustente o vazio
há dor por um fio
o rito de perder-se pode ser
se
e somente se
se
mentir
a bordar sem ti
mentes
nos furos do pano que a linha atravessa
as cicatrizes que se colorem
marcas vermelhas
azuis
ama, relas
atesta consentido o que o toque apela
os pontos marcados pelas linhas que escolhemos
traduzem nudez, os nossos caminhos
por mais que haja tesoura
por mais que haja tempo
imprimem-se histórias, bordados, nossa memória
há sempre uma linha sem nó
a irritar os sentidos
solta
que sinos desfaz
desmancha
apaga
some
quero apagar os caminhos das linhas
que se embolaram por traz dos panos
desenganos
desencantos
nus
cantos escondidos da linha da vida
um dia
vou raiar agulha de amor
vou conduzir linha de luz
e mergulhar no pano do perdão
tecendo com gosto
o amor verdadeiro que espero
ponto que não desata
há mar
ela
a seta
desenha novo
coração rubi








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