quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Calo.



Pensava se a Bíblia ao lado o confortaria tanto quanto o peso da cabeça dela em seu peito.
Seu cheiro e o movimento de sua respiração o excitavam e o acalmavam. Ondas de amor e paixão. Calmaria e turbulência na inconstante definição do encontro. As nuvens negras tapavam o sol que estava ali, à espreita. Só se podia sentir o sol na crença, só se sentia o sol no plexo da existência.

Dormência.

Dos sentidos, dos feridos, dos umbigos, dos rasgos abertos na pele inflamada. Ardia.

E chorava o amor, transbordando de desejamar, e lancinante a dor, regaço de se deitar, e pulsava medo, amordesejo desejamente obscura, soturna, sutura, prazer inexplicavelmenteamante delirante, vivo, livre, bravo, aludido, confesso.

O homenhanimal amulhersa encantos enquanto homenídeamente a mulher terreia-se vasta, corajosa, a fruição de destinos. Fértil. Desatinos convictos de pele vermelha, de tanto apertar.

Pegava com as duas mãos. Cheias, inteiras. Na nuca, no ventre, no dorso, um urso.

Cabelos que mudavam de lugar. Olhares que não paravam de olhar.
As súplicas sementes, brotavam pureza e reconhecimento mútuo.

Os dentes, travavam dores.

E os muitos amoresum não sabiam de sua unidade unívoca, unimamente única, ônica, ubíqua, plêurica.
Verdadeiraveritarmente lóvica. Pélvica. Fática. Cármica. Óbvia. Lúdica.

Choraram juntos, correndo sangue vermelho nas veias pulsantes, paixões repletas de indagações e exclamações.

O lábio cortado e o roxo de sangue no rosto  traziam à tona o desatino do amor verdadeiro.



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