sábado, 15 de outubro de 2011

Matheo.

Matheus pequenino, Deus menino, no colo do pai.
Brinca criança, acorda a lembrança de Eduardo e Elisa.
Em seu mundo, cavalo é coxa, escorregador é perna, braços trampolim. Mão que vira bichinho, mão cavalinho, mão passarinho.
Não é de muita fala, o Matheus.
Ele olha o pasto, conta a rês, inspira fundo. Sorri pra mãe, que pode contar o mundo.

Ontem, correu pro pai. E demonstrou ao que veio, foi ser muito humano, na pequenina grandeza de ser. Veio correndo. Ao conquistar o colo do pai, olhou nos olhos e perguntou:
 - Papai, quando você era pequeno você se chamava Matheus?
...

Eduardo ganhou o choro de presente, Elisa ganhou o choro de presente, eu ganhei o choro de presente. Não deve existir bem maior a um pai que o reconhecimento do filho, que o olhar do filho, que o " eu vou ser você quando crescer, papai?". Mesmo que enviesado, mesmo que poético, mesmo que no mundo mágico do nosso querido Matheus.

Olho pra minha filha e me vejo um pouquinho nela, no jeito de olhar e suspirar o mundo. No franzir questionador da testa, no silêncio de si. Quero ver minha filha conquistar meu colo, dar as mãozinhas ao primo Matheus e deixar que ele mostre o mundo pra ela.
Sou grato, Matheus.



Um comentário:

joe disse...

Sentimento puro esse texto!
Muito bacana!

Não pare de escrever Be!

Abraços, joe.