segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Ladra de beijos



Marion Cotillard não sabe.
Mas ela é um bom exemplo: é seu beijo sôfrego que pede mais, que não sabe se vai ser o último, que busca a essência, que pede perdão, que dá desculpas, que diz sim, que implora ao não, que rasga e atravessa, que excita, que morre, que nasce, que tem tudo e tem nada.
Marion Cotillard beija Russel Crowe no final de "A Good Year" e revela nosso segredo mais íntimo. Ela e seus cílios mal educados. Ela e sua bocuda desmedida. Ela, simples, só, estando.
Marion Cotillard não sabe. Mas pode saber.
Já vi seus beijos, não preciso beijá-la.
Compartilho com ela seus beijos nos meus que são os nossos.
E tem gente que acha que beijo é coisa que se dá com a boca...


2 comentários:

Janaína disse...

Beijo. Todo o pensamento, toda a emoção, todo o interesse suscitado no sujeito apaixonado. E chega a arder.

Carla Vergara disse...

uau!