quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

O barulho poético do gancho da rede


Na rede do tempo me balanço.

Nhec... nhec... - memórias que sacodem a poeira cinza do esque-cimento.

Na tela pintada por minha foto, o marido da minha amiga e seu filho brincando de semear lembranças.
O tempo desiste ali, no espaço-tempo da rede.
É outra coisa, é outra dimensão, pintura na caverna de Platão.
O vento balança o berço da paternal afin-idade, enquanto entorna o caldo da filial expectativa.

Lembro meu álbum, flashes silenciosos.

No limite da experiência, o real espreita para o bote: cerca, observa e aguarda.

A qualquer momento, ele ataca.

...E a vida segue seu rumo uno...

6 comentários:

Ana Cabral disse...

o balanço da rede
o vai e vem
o embalar
embala gente
desembala lembranças
que estavam escondidas
guardadas e esquecidas
esse agitar leve
mexe
é como sacudir o copinho de iogurte
para soltar as bordas e a tampa
revelando o sabor mais gostoso que fica grudado alí.

Fabiana Ferraresi disse...

Brincar de semear lembranças é muuuuuuito bom, né? Só de pensar os olhos enchem d'água. Lindo texto. Bjo.

Bê Sant Anna disse...

:)

Ana disse...

O tempo desiste ali, e passa a existir sempre nas lembranças semeadas.
Lindo esse texto! De uma delicadeza que combina com o dia 25 de fevereiro!

Vitoria Castro Alves disse...

Tem gente que tem mais sorte que outras nessa vida....
Digo duas vezes se preciso,
conviver com gente leve como você traz sabor à alma .....

Vix
(gastei agora hein?)

carolina gama disse...

maldito real