quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Volta



Dorme silêncio. Vou-te escuta.
Sigo presença, falta medida, encanto esperança.
Dança.
A flauta do meu Amor soa apito de navio.
Canta distâncias. Desbrava mares.
Ondas de querer que me atormentam saudade.
No voal da janela, o Vento brinca baile. 
Sopra cama. Inspira sonho. 
O caracol do cabelo enlaça o dedo do Vento.
Sou sentimento, sou, sem ti, mentira do momento.
Sou infante, infame. Mas sigo. 
Inflame. 
Quando crepitarem as estrelinhas da nossa fogueira, 
pai chão,
o terreno por onde andarmos vai deixar de existir.
E seremos no colo do Vento. 
Estaremos, mãos dadas com o Tempo.
Encantados, nosso mútuo peito travesseiro.





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