sexta-feira, 25 de julho de 2014

VOTO DE SILÊNCIO



A partir de hoje e durante o mês de agosto de 2014, o blog fará um voto de silêncio em nome da PAZ

Se você puder, compartilhe uma foto como esta com seus amigos e conhecidos.

Se você acreditar, isso pode fazer a diferença.

O Caminho da PAZ é sempre o melhor caminho.

Basta de "Cultura da não-violência", isso não nos leva a lugar algum.

Diga SIM à Cultura da PAZ.
Diga SIM à Cultura do AMOR.
Diga SIM à Cultura do PERDÃO.
Diga SIM à Cultura do AFETO.
Diga SIM à Cultura do CARINHO.

Nada é mais importante do que a VIDA em AMOR.


segunda-feira, 21 de julho de 2014

Rubem Alves, Berenice Menegale e o meu relógio do Mickey



Vago espaço no Tempo: sou eu a observar o Sempre. 

Tempo amigo, tempo perigo, tempo abismo inexorável. Tempo jardim. Busquei um tempo pra mim. E me tornei seu amante.

Ontem, recebi de presente do tempo um espaço: estive com a querida Berenice Menegale no sítio, em São Sebastião das Águas Claras. Queria poder chamá-la de Mestre. Mas seria injusto com ela. Assim, ouso chamá-la, simplesmente, de "querida" e "exemplo". Ela é exemplo pra mim e pra tanta tanta gente... 

Sentei-me no sofá, atrás do piano. E ela disse ao meu pai:

–Nestor, vou começar com uma que você gosta. E começou a fazer carinho no piano.

Então, eu pensei na paz. No amor profundo. Na saudade que tenho do abraço apertado e longo que nunca dei em Rubem Alves e no carinho que ele já fez em mim, tantas vezes, com todas aquelas palavras: espaço no tempo. O rosto do Sempre. 

E enquanto Berenice fazia carinho no piano, ele solfejava, agradecido.

A medida que as lágrimas iam transformando, pouco a pouco, o meu olhar, se revelava a menininha da foto da matéria que li na Revista Ecológico, com o título: "Dois Olhos Profundamente Azuis". E os meus olhos eram novamantemente os de Rubem. E vi no tempo a velha beleza. A fusão da beleza do broto que rompe a semente, com a do velho tronco de árvore, marcado pelo sabor das tantas estações. 

As mãos de Berenice eram as dessa árvore velhamenina que balançavam suavemente ao sabor do vento soprado pelo piano, que solfejava em êxtase e agradecimento Clair de Lune, de Debussy.

Me vi do meu tamanho. E agradeci a Deus por estar vivo e ser só um tatu bolinha nesse imenso jardim. 

Na segunda gaveta do meu escritório tem um velho relógio de menino do Mickey. Um que os bracinhos marcam as horas. Resolvi nunca mais colocar bateria nesse relógio. No tempo do sempre, o Mickey permanece de braços abertos enquanto eu abraço Rubem e me sento aos pés do piano agradecido de Berenice.




segunda-feira, 14 de julho de 2014

Pare, olhe, escute


Encontrei essa foto compartilhada pelo querido amigo meu e das letras e dos sonhos, Fernando Fabbrini. Ela veio a calhar. Na verdade, encaixou como dedo no nariz.

Estou farto. E não é de comida. Os Titãs é que estavam certos. A gente não quer só comida. Ouvi a discussão de um casal e isso me deixou intrigado. 

Ela: – Porque eu sei que você já teve um relacionamento com A, B e C. Eu pesquisei (no google, claro) e descobri que fulana, beltrana e cicrana blablablá, ticotico, nheconheco. 

Aliás, acho que ela falava mais do nheconheco.

Ele: – (       ).

Fiquei pensando: sou antigo. Eu era do tempo em que essa pesquisa era feita no tête-à-tête, na pergunta e resposta, no olho no olho. A verdade era verificada na palavra. Mas não na palavra escrita na tela do computador por sei-lá-quem. Porque o olho no olho importava mais. Porque o olho no olho tinha mais valor.

Talvez você já tenha presenciado a seguinte situação: uma pessoa quer lembrar algum nome em uma mesa de boteco. Ou uma pessoa tem dúvida sobre algum dado. Do tipo: qual é mesmo a capital do Nepal? OK, você pode não ter pestanejado sobre "Katmandu". Mas se alguém na mesa tivesse dúvida, ao invés de confiar na palavra do outro, sua atitude imediata seria conferir no google.

O google nos tira a credibilidade? O google nos tira as certezas? O google nos tira a informação precisa? Ou vai acabar por nos tirar a cultura? A sabedoria? A ponderação?

Qual o tempo da incerteza? Por quanto tempo aguentamos ficar ignorantes? Será mesmo que a resposta com a profundidade de um box de banheiro nos redime e nos tira da escuridão? Ou será que confiar na palavra do outro, aprender com o semelhante, aprender a ouvir está mesmo fora de uso?

Onde vai parar a sabedoria dos griôs? Onde vai parar o conselho dos mais velhos? Onde vai parar a palavra do pai, da mãe, do irmão mais velho? Ou... onde vamos parar? O mundo muda, é verdade. E a dinâmica do mundo depende de toda mudança, de todo movimento. Sabiamente, imagino que tenhamos que ouvir os índios norte-americanos. Que de tanto em tanto paravam as caravanas. Questionados pelo homem-branco, respondiam: temos que parar um pouco e esperar. Andamos muito. Paramos para que nossas almas nos alcancem.

Acho que eles têm razão. Nossa alma está mesmo ficando pra trás. Talvez, por isso, eu tenha decidido andar bem mais do que correr.






quarta-feira, 9 de julho de 2014

Sagarana



Na Revista Sagarana deste mês, você confere uma matéria sobre um ano da minha peregrinação que uniu o Caminho de São Francisco de Assis ao Caminho de Santiago. Saindo do Vaticano, percorri mais de 2.500km rumo a Santiago de Compostela cruzando 3 países por três longos meses. 

Agradecimentos a Cezar Félix, editor da Revista Sagarana, Rachel Murta e Élida Murta, revisoras talentosas, aos hospitaleiros Acácio e Orietta e a todos que fizeram parte dessa cruzada. Em breve, notícias sobre o livro que será lançado.

Bom Caminho!





segunda-feira, 7 de julho de 2014

É tão lindo



Reflexo poético da existência, a essência, minha infância, amor esférico em expansão, o coração da minha filha, a saudade da minha avó, meu tempo no mundo, o que tenho a dizer, minha vontade de ser, meu estar, os cílios de Beatriz, o sopro divino, a inspiração, a verdade tangível, o sumo da vida, a paixão recolhida, o desejo do pai, umbigo do universo, o motivo do verso, a explosão, átimo sutil, verso escondido da bíblia, coma musical, viagem astral, sonho, autógrafo do vento, o sentimento humano, a lambida da fera, exemplo divino, toque do sino, amor de menino, o mistério da fé, o tudo, nonada, bolha de sabão.

Quando sou sopro, inspiro. Quando ar, voo. Quando Deus, vento. E minha filha a me encantar em arrebatamento.