segunda-feira, 28 de abril de 2014

We're back


Rock and Roll na veia. Ou na véia?


A maior banda de Rock desconhecida do Brasil está de volta. Depois de amargar 4 anos na escuridão total, eis que ressurge como Fênix a banda Fenemê.

Nunca ouvi falar?

Provavelmente sua área não tem nada a ver com publicidade e propaganda.

Formada desde o início por publicitários, a banda Fenemê era a maior banda de Rock desconhecida do Brasil. Sim, respeitável público, éramos 7. Bê Sant'Anna, este que vos tecla, nos vocais, acompanhado por Sílvia Behrens. Nas guitarras, Augusto Coelho e Francisco Brandão. No contra-baixo, Dan Zecchinelli. E na bateria Luciano Recife e Wagner Lanna. Sim, dois bateristas. Banda boa é assim. Tem até reserva de bateria. Era uma espécie de futebolzinho de terça à noite, mas sem campo, sem bola, com cerveja e muito rock. Nos reuníamos em um estúdio de ensaio sob o lema: "Ignorância é com o Fenemê" e sentávamos a lenha. Descíamos o bambu. Socávamos a bota.

Na dúvida, toca alto! Dizia nosso baixista, sabiamente. E assim foi por 10 longos anos. Juro. Tocamos em várias festas da publicidade. Nos estúdios de fotografia do Carlão, do Fernando Martins, em festas de fim de ano das principais agências, em festas de anuários do Clube de Criação Publicitário... nuh... foram vários shows e muita diversão.

Teve até turnê internacional em Nova Lima! Pasme.

No circuito tradicional, a casa que nos acolhia era o Major Lock. Yes, tocávamos no Major volta e meia. Era só a gente se empolgar com algumas músicas novas e pronto: Ramirinho e Bucha abriam espaço na agenda pra gente suar no palco do Major.

Decidimos voltar. Começamos a ensaiar um novo show, que os fãs já batizaram de "Fenemê Resurrection". Estamos no segundo ensaio e já deu pra ver que o pau vai quebrar com força. Agora com nova formação, saíram Augusto, Chico e Sivinha e entraram Duilly nos teclados e Marcão na guita, o Fenemê tá com sangue novo. E Rock precisa disso. Disso e de atitude.

Acho até que antes do próximo show vamos nos hospedar em algum hotel pra quebrar tudo, chamar o segurança, mandar uma tv de led pela janela e contratar umas modelos e manequins. Afinal, o que seria do Rock que se preza sem uma lista de 150 toalhas brancas no camarim e essas barbaridades todas sem sentido?

Brincadeiras à parte, viva o encontro com um objetivo comum. Viva a amizade, o gosto pela música, o brinde e a dança. Dá saudade se sentir vivo e abraçar o tesão de uma curtição. Eis um erótico jeito de ser mais feliz

Vale aguardar o próximo show.


* Na foto, o baterista Wagner Lanna, durante os quatro anos de espera.

Um comentário:

Luciano Recife disse...

kkkkkkkkk Não sei se rio mais do texto ou da foto do Negão!!!! kkkkkk