quarta-feira, 9 de abril de 2014

Degelo

"Na vida e no amor, o pior inferno para uma pessoa é estar separado de quem se ama. " - disse o pensador...

Penso, me dito. Será que tem ele razão?

Foi assim que se deu.

Como se entendeu separada de seu amor, resolveu separar o amor dele para sempre.

Infantil satânica escolha, que vive do eco da voz de Deus, o verdadeiro amor não se separa... Sinto muito. Nem o dela, nem o dele, nem Nada. Pois nem o pobre do tudo é capaz de separar o amor verdadeiro. Ah, se abençoada fosse a fossa.

Amor, imenso, líquido amálgama. O único capaz de superar, suplantar, redimir, perdoar. O anjo da vida, nota da harmonia, terra arada, semente escondida, desejo em presença, encontro, cântico, o amor é sem corrente, sem definição, infinita noção, sem deixar de ser infinito, o amor é dito, cujo, ornado, glorificado. É o Nada potente, por deinfinição...

O amor ri de sacudir da distância do amado. Pois amor! Quando interno inferno, inverno de gelo. Sou guardião da primavera.

Pois é. Quem habita mesmo o coração, ninho do amor, não enxerga gaiola. 

Amor, réstia de luz. Amor, fogo fátuo da paixão. O que ainda está atrás da cortina.

Na janela do meu coração tem uma tramela do tamanho exato do dedo de Beatriz.

Plec.


Nenhum comentário: