quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

The lone ranger




2014, página em branco.

A se definir. A se escrever. A ser deixada em branco. A ser lida daqui há alguns anos.

2014, página em branco.

Meus dedos correm o teclado e não escolhem nada inusitado. Talvez queiram dizer que o ano do cavalo vai ser assim. Trote. Casco na terra, clop clop clop clop. Como um tic tac de um relógio. Um mantra do tempo. Um ano com copa, com eleições importantes, com inflação em alta, insegurança no mercado, restrição financeira. "Cavalo dado não se olha os dentes", diz a sabedoria popular.

Não queremos que nosso cavalo precise de dentista.

Queremos nosso cavalo relinchando, galopando, crina ao vento. Corcel, se possível. Puro sangue, de preferência. Cavalo de banho tomado, escovado, que brilha luz da lua, pasto verdinho, menina de vestido e laço no cabelo pendurada na cancela.

Cavalo força, cavalo trabalho, cavalo fidelidade. Encontrei o imperativo do verbo ir no meu cavalo.

Vou com ele. E não vou montado. Vou lado a lado do cavalo ano, carinho na testa dele, torrão de açúcar pro afago, coçada na barba do queixo. Tapa firme no pescoço, estalo de 3 beijos pra chamar:

– Vamos juntos, caro amigo, cavalando. Bora nessa Cruzada.

Que seja Bom, no Bem, que seja Belo. E que seu cavalo abaixe a cabeça quando lhe ver finalmente, em sinal de respeito e amizade. Um cavalo é uma boa companhia em qualquer Caminho.







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