terça-feira, 1 de outubro de 2013

Tempero pro fim de ano



As festas de fim de ano estão na área. Se derrubar é penalty. Já está tudo o olho da cara. Das viagens, das passagens aéreas às estadias, tudo um horror. Os brasileiros descobriram o valor que damos às festas de fim de ano e o turismo abusa. Abusa muito. O valor triplica no final de ano e há jacu que pague.
O Brasil vai mal, obrigado. Aliás, não é obrigado, é só se a gente deixar. Mas a gente deixa. É mais caro ir visitar minha filha em Recife do que ir pra Miami. É mais caro ir pra Manaus do que pra Lisboa. Mais caro ir pro nordeste do que pro Caribe. E assim o Brasil quer que o Turismo gere riqueza. Fui 7 vezes a Europa e não conheço Pipa.
Fato é que damos muito valor para o reveillon, por exemplo, e não há essa comoção toda mundial pela passagem do ano. Já passei reveillon em Paris, na Torre Eiffel. Nem de longe emociona como Copacabana.

Pra mim, uma verdade inquestionável: as companhias fazem a alegria (não as aéreas). Independentemente de estar em Mateus Leme, Goiânia, Barcelona, Amsterdam.
Um dos melhores reveillons que tive: sozinho na praia, em Caraíva. Outro: sozinho na praia em Trancoso. Ver o dia nascer, o ano nascer, a esperança raiar. É a companhia melhor que se pode ter, a sua. Mesmo quando se está acompanhado do amor, do amor escolhido, se você não está bem, nada resolve. Tudo é chato, tudo é sem sentido, o amoroso perde o A e vira moroso...
Por isso, para encontrar o outro, vale primeiro se encontrar. Seja só, seja na festa de fim de ano da viagem ridiculamente cara ou no encontro entre amigos absurdamente simples e especial.

Quando você se descobre tempero e aprende a dosar, as refeições da vida passam a ter outro sabor. Bom apetite.

Um comentário:

Ana disse...

Onde eu assino?