quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Resma

Não há exatamente o que dizer.
Acostumo-me à não palavra. Mudo.
Silencio-me. Atenho-me à não análise verbal, meu silêncio existencial, minha sentença única de ser.
Descer, eis uma ideia plena. Encontrar a terra, a areia, o sal, quem semeia. Sentar. Assentar. Decantar-me.
Quando tiver decantado todo, decantado tudo, encantado, nudo, nada serei. Se não, a porção dEUs de existir. In-si-sto.
Insisto porque sei. Lá dentro, na alma ignorante e sem cultura, sem análise, sem barulho e sem mistura, que Deus.
Deus verbo, Deus substantivo, Deus infinitivo amante, Deus.
Deus.
Docês.
Dnossos.
Quaresmo-me para, ao final, me lembrar: as pessoas encontram o que procuram.

Fardo poético:
A resma de papel é levada pelo Vento.
O demo do redemoinho se irrita:
descobre, na dança, que não sabe ler.



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