quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A Praia, o Tempo e o Vento



O terço do tempo navega contas, orações.
Lentas, ritmadas, cadência.
Saudades da minha adolescência.
O manto do tempo recobre o frio passar dos dias.
Sento, santo, fé que me acompanha.
Os dízimos que pago.
Haverá tesouro escondido?
O fado do tempo chora entoado à toda espera.
Espera por mim, sol da tarde, vê se ainda me arde,
quando escuro chegar, quero estar aquecido.
O vento do tempo sopra as folhas da memória.
Álbum caído n'água, lembranças naufragadas,
as perdas são peixes que se vão.
Mergulham fundo, pra sempre.
Fosso eu fosse, abismaria com tudo.
Mas não sou água, sou Vento,
que lambe lindo lendo as águas do há mar.
Faço ondas palavras, crio espuma,
e apago as juras de amor
eternizadas na areia do agora.






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