terça-feira, 30 de outubro de 2012

CON VITE


E como diria Gustavo Capanema sobre hesitar e pelejar,
"Enquanto os outros hesitam, avancemos sem perda de tempo!"



domingo, 28 de outubro de 2012

Quero-Quera



Quer o mel do amor do seu olhar.
Quer sem cessar.
Quer querer, quer gostar.
Quer a alegria batendo na porta pelo lado de dentro, doida pra sair.
e ver as casas, e ver as ruas,
veros jardins.
Quer, de adubar.
Quer querer, de melar.
Quer de deixar roxo.
É que querer pode, e não depende da lua.
E nem depende do sonho, nem do pesadelo.
Nem nada.
É mais fácil ganhar asas antes de pular da ponte.
É mais fácil subir, que descer,
um monte.
Fácil é desistir, fácil entregar os pontos, fácil cair, chorar, ralar o joelho.
Fácil sorrir. Difícil é estar mesmo alegre.
Mas quer. Continua querendo.
Conte, nua, querendo, que eu acredito.




segunda-feira, 22 de outubro de 2012

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O beijo



Ela escreveu, no final do texto: "beijos sextafeirísticos".

Fiquei pensando o que significa. Não sei bem se pra ela ou pra mim.

Escolhi colher os melhores beijos que a sexta-feira pudesse me dar.

Beijos como os que dei, beijos molhados, beijos apaixonados, beijos agressivamente sutis e enamorados.

Beijos alucinados, beijo de amantes, beijos roubados.

Beijos que batem as costas no batente da porta, beijos que passam pra outro estágio do onde, perco-me beijos a  me esfolar sem sentido, destituído de forma, dor, compaixão.

É o beijo o distúrbio do não?

Beijo sem ei, sem be e sem jo, beijo logo no início, do amor.

O beijo que aproveito, o beijo que me faz desfeito, o beijo de língua, de jeito, mão, nunca, curva das costas, penugem do lombo.

O beijo é um tombo.

O beijo que me faz morder, o beijo que me faz entender, o beijo que aprecio, um bom beijo no cio.

O beijo vinho, espumante, cerveja, o beijo de ser, de quem viceja.

O beijo que é janela pra alma.

O beijo que me faz perder a calma.

O beijo anuncia: sou noite e sou dia.

O beijo que sou, nas profundezas vermelhas e ardentes do amor.

Bom, fico com esses beijos. Afinal, ela não especificou qual.


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

microhaikai do silêncio



calo
qu'ando 
dói





segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Fique em dia com os últimos acontecimentos da minha vida



Liguei no feriado para falar com minha filha. Muito tempo sem uma notícia.

Fui educado: mandei mensagem antes, pra perguntar se podia ligar. A mãe disse que não, que ia dar banho nela. Você sabe, uma criança de 1 ano e 7 meses quando pega o telefone com um pai a 2.200km de distância, fica quase 2 horas e meia batendo papo. É muuuito assunto, muuuuuuuito vocabulário, muuuuuuuuuuuuita vontade de jogar conversa fora. Ia atrapalhar todo o esquema, atrasar os horários, toda uma série de eventos em efeito dominó, que provavelmente culminariam na destruição do universo. Não só da terra, como previam os Maias. Por isso, a mamãe da minha filhinha deve ter achado melhor eu não ligar. 

Achei que ela tinha tomado banho por duas horas e meia, porque a mãe não avisou quando acabou. Fiquei com medo do dedinho dela estar enrugado igual de véio, mas não, ela dormiu depois do banho - eis a explicação - e por isso eu não pude, evidentemente, ligar depois, enquanto estivesse dormindo. 

Bom, príncipes de plantão, encilhem seus cavalos brancos. Descobri que minha filha é mesmo uma princesa. Porque ela deve estar dormindo até agora. Que sonhe comigo!

***



Sobre o lançamento do meu segundo livro, tudo caminhando bem, graças a Deus. Aproveito para lembrá-los do serviço:

Bate-papo e música, com Bê Sant'Anna (eu, no caso).
No lançamento do livro "V ENTE"
Dia 01 de novembro (não sei escrever primeiro com aquela bolinha na frente)

Porquê especial? Porque vai ter um pocket show no lançamento!

Tabajara Belo - Arranjos, violão e guitarra (se bobear, um bandolim - to tentando convencê-lo);
Fernando Netto - Violão de aço e viola caipira (sim!)
Pamelli Marafon - Teclados e voz;
Ricardo Cheib - Percussão;
Henrique Santana - Voz;
Euzinho - Voz;

Acho que vai ser bem gostoso: um bate-papo entremeado com música. E de quebra, uma surpresa, quem for vai entender a brincadeira.

Quanto a venda antecipada, ainda aguardamos seu coraçãozinho aberto, assim como as crianças do Novo Céu, que serão beneficiadas com toda a venda das primeiras 500 unidades do livro. Já vendemos 40. Faltam 460. E tenho certeza que vamos conseguir.

***


Bom, deixa eu ver se tem mais alguma novidade... hum... tirei a barba mas já decidi voltar com ela: com ela eu só tava pegando resfriado, sem ela, nem isso... resolvi comprar uma misteira nova, hoje é dia de pagar cartão de crédito, já tomei banho hoje, a nova diarista aqui de casa está indo bem, minha nova peregrinação no ano que vem (cerca de 2500km, acredite) ganha reforços importantes - breve novas sobre isso - , resolvi que vou de novo no filme Intocáveis pra fazer uma resenha sobre ele aqui no blog. Quê mais... ah, estou planejando suicídio (no facebook, claro) Mas antes disso devo matar muita gente que não conheço e algumas que conheço (no facebook também, claro). A livraria Mineiriana vai fazer uma oficina de desenho muito massa no sábado. Quem tem criança não pode perder. Veja aqui. Ah, e ainda não fechei a data do lançamento do meu livro em Olinda, mas vamos lançá-lo na feira de livros de Araxá. Hummm... O coração vai bem, obrigado. Acho que só ele entendeu o regime que estou fazendo. É a única parte do meu corpitcho que emagreceu! 

Ah, boa semana, gente! Depois falamos mais.

Aproveito pra aprender com a Laura:





sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Rotativa insólita





seu nome 
gravado no título do meu jornal
matéria de capa 
sem foto
é cerne de toda notícia
especulação
confabulação
estrutura
meandro 
tecido
sem ter sido
cerzido
ta na estampa
ta na cara
obviedade ululante
somente
espera
e a rotativa se aquece esperando uma nova notícia 
enquanto vendo espaço pra mais um anunciante temporário







terça-feira, 9 de outubro de 2012

A Rosa Intocável




Entrei no quartinho que fiz pra minha filha e deixei sobre a cama uma rosa pra ela.

Ela nunca entrou no quarto dela. Ainda não viu as bonecas em cima da cama, ou as fotos ampliadas sobre o travesseiro. Nem os conjuntos lindos de lençol que estão ali para embalar seus sonhos. Ela não tocou no Horácio pai, sequer encostou no filhotinho dele. Um a cara do outro. O jeito igual de ser diferente. A rosa de Maria deitou na cama da minha filha. Fiz minha prece. Ela vai esperar por ela. Ela.

É lá, aonde se é, femininamente pequena, sutilmente menina, docemente me nina enquanto durmo de olhos abertos na minha espera. É como no lindo filme Intocáveis.

O sorriso muda o mundo. A palavra encanta e promove a dança.

Sou só um observador a chorar sozinho em uma sala escura. Um ninguém de quem nunca vão ouvir falar, um que sonha.

Meus sonhos, sim, são mágicos. Meus sonhos, sim, transformam o mundo e fazem florir. Nos meus sonhos, minha filha entra pela porta, me abraça num abraço de urso, de bear, de bearnardo, e sorrindo diz meu nome: "papai". Daí levanto da minha cadeira de rodas, daí levanto da minha cadeira de rosas e corro com ela em nosso jardim.

No jardim dos sonhos que fiz pra minha filha, tem Ipês, de todas as cores. Tem as quaresmeiras que florescem pra ver quando passo correndo, tem caramanchão com parreiras e pergolados com maracujás doces. No meu jardim dos sonhos a grama não coça. Os peixes me esperam. E o sabiá faz um ninho, pra Beatriz olhar admirada pros seus ovinhos, fazendo biquinho, enquanto arregala os olhos emoldurados por seus cílios que envolvem seu pai jardineiro.

Não há espinho que macule a beleza envolvente de uma rosa no travesseiro da filha de um pai sonhador.





segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Peixes




Há um poço tão fundo que não vejo o fundo. Há um silêncio guardado, um suspiro. Há sem medida, um barco a deriva. Um horizonte sem referência, um barulho de água lambendo o casco. O sol perdeu seu rumo, não morre nunca mais, assim, nunca, cadê minha lua? De tão fundo o poço, comecei a jogar as moedas todas, fazendo pedido, olhando-as... somem, como somem, subtraem-se do meu olhar. Moedas sem valor. Pedidos perdidos no poço dos desejos.
Posso dos desejos?
Mas estou ali, no poço, no fosso, no barco, na deriva do eu que bóia pra não afogar. Acho que não sei nadar. Tudar? Não. Nado-me.
Só, sou casco a deriva salgado, no fundo da água morna que se evapora ao sol, que rodopia esquecido no céu.
Em que fundo estará o cardume pro-me-tido?



sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Dia das Crianças


quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Venda Antecipada

V ente

Um livro que caminha entre o sagrado e o profano de um modo poético e humano.

No dia 01 de novembro (horário a confirmar) lanço o meu segundo livro no Memorial Minas Gerais Vale. O livro V ente. É um convite a ventar.

O valor da venda das primeiras 500 unidades será doado INTEGRALMENTE para o
Projeto Assistencial Novo Céu.



O preço do livro é R$25,00. E você pode comprar antecipadamente pelo depósito em conta:

Banco Itaú
Agência 3828
Conta Poupança 05899-4/500
CPF 941.959.946-91
Bernardo Moura de Sant'Anna

Comprando antecipadamente e enviando o comprovante do depósito por mensagem no facebook/besantanna ou pelo email besantanna@gmail.com você doa R$25,00 para o Projeto Assistencial Novo Céu, e recebe o livro, no dia do lançamento, já com dedicatória.

Aqui no Blog, no Twitter e no Facebook, semanalmente, você vai acompanhar a venda e o valor arrecadado para as crianças do Novo Céu.

Saiba mais sobre esse projeto clicando aqui.

No dia do lançamento, um bate-papo, um brinde e um pocket show com presenças e convidados especias...

Vale aguardar.


Foto divulgação: Marco Pomarico