quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A mil passos das mãos



Ontem, teve uma experiencia nova:

andou de mãos dadas.

Há muito não fazia isso, tinha se esquecido do que era o toque, o tato, o teto. O tudo. O onde, quando as mãos se abraçam gentilmente, a suavidade, o encaixe, o enlace. Envolvem-se os dedos da alma, o perfume da calma, o gosto gostoso do suspiro teimoso, que vem.

Lambida da pele. Lamento do espaço. Nó do homem, regaço.

Amanheceu sentidos durante 5 passos.

- Liberte-se! - disse.

Se dedos, penas, as asas dadas. Voe vento de bater de asas, que meu compr-omisso é como insistir.

As unhas do tempo crescem, sem lhe machucar os dias.


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