terça-feira, 27 de dezembro de 2011

O fim do mundo está próximo.



O fim do mundo está próximo. Digo, do ano.
Imagino se você parou por um momento e pensou: putz, o fim do mundano está próximo, será que fiz tudo o que eu podia?
Tudo bem, você não pensou isso. Só está lendo esse blog sem exatamente nenhuma implicação efetiva em sua vida e em seu cotidiano. Ok. Seu chefe viajou e mandou você ficar trabalhando. Por isso você está aqui, passando o tempo.
Tá, melhor eu continuar escrevendo algo que lhe desperte interesse, pra ver se você pelo menos termina a leitura.
Fim do mundo é assim (desculpa, do ano), você já imagina a lista dos desejos pro ano que entra. Aliás, tem vários ritos possíveis relativos a isso. Um básico, é escrever tudo - e assim poder conferir o que desejou, o que plantou e o que colheu no final do ano que chegou, passou voando e lhe tomou de assalto. Tranks. Eu não sei bem se isso é bom ou ruim. Não sei se isso é mais uma estratégia básica de coaching que minha amiga ninja Danielle Michel Serafim ensinou, porque tem pena da gente que não sabe administrar nem seu rumo, ou se isso é bom mesmo energeticamente falando.
Vamos ver... nesse ano eu vou:
Fazer uma maratona internacional;
Fazer um meio Iron Man (já entendeu qual vai ser o do ano que vem, se o mundo não acabar, né?)
Terminar os 3 livros que comecei escrever (tá fácil, um tá pronto e vou lançar em março);
Lançar pelo menos 2 deles (metade! Easy);
Voltar a estudar hebraico;
Voltar a estudar clarineta;
Ganhar na Mega Sena da Virada (deste ano pro próximo, não do próximo pro outro - que fique bem claro)
Ah, e sozinho.
Não, para. Deixa de ser invejoso.
Não, não sou egoísta. Quanto mais eu ganhar, mais vou poder ajudar aos outros.
Sério. Imagine: 10% de um milhão é bem menos que 10% de 170 milhões. Então, melhor que eu ganhe sozinho.
Sei lá, é como diz o amigo do Nelson (outra história, um dia falo disso).
Por não falar nisso, eu não sei o que faria se ganhasse sozinho na Mega Sena. Essas coisas que parecem o sonho de muito macho que quer ser alfa, do tipo comprar um ferrari, ou algo assim, acho bobo. Pequeno, pra dizer a verdade, tipo coisa de gente que não tem imaginação (ou que não sabe nem o que é macho alfa). Aliás, acho risível. Não exatamente preconceito. Só não é o que faria. Nem de longe.
Perguntei a um amigo, Ramiro Maia, no buteco, afogando as mágoas no dia 24/12: se você ganhasse sozinho na mega da virada, o que faria? Ele respondeu: "uma coisa eu sei. Ano que vem também estaria aqui, nessa cadeira, tomando uma cerveja com você."
Sorri.
Claro, a primeira coisa que farei é pensar na minha filhinha. Já separar o dinheiro da viagem pra Disney, da viagem pro Caminho de Santiago, da festa de quinze anos, do estudo fora do país, da festa de casamento, de um apartamento de presente de casamento, de uma poupança programada. Pensamento de gente que nunca teve dinheiro mesmo. Tô nem aí pra jacuzisse. No fundo, porque quero tirar essa coisa da cabeça. Tenho muitas outras coisas pra pensar. Quando isso não for questão, demandar tanta energia, sem dúvida, vou focar essa energia desperdiçada nessas coisas mundanas no que pra mim realmente importa... Finalmente estudar filosofia com profundidade, me dedicar a escrever sobre isso, voltar a fazer aula de dança, investir nos talentosos amigos que têm dificuldades de gravar seus CDs porque dependem de leis de incentivo...  Pensar em agilizar a editora de livros com essa caracterísitica colaborativa. Dar mais apoio ao Novo Céu (clique aí e conheça, deixa de ser preguiçoso), que minha amiga Ana Luisa Alves cuida com tanto amor e carinho. Pensar num doutorado em ComunicAção e, claro, na geladeira de gelar cerveja com porta de vidro na frente e com indicador de temperatura, por que a vida sem isso é um pouco chata - vamos combinar...



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