segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

de Cachos



A sombra que vê, esconde a beleza de ser.
Como se configura, como se inscreve, como loucura?
Minha filha faz sombra no mundo, esconde a areia do sol, em meu peito anzol, faz sutura.
Beatriz se mistura.
Sei onde foram morar os meus cachos, já sei onde se encontra o meu sono, eu sei dos meus sonhos agora, tem água lá fora, corre que o boi já vem.
Eu sei do meu neném.
Por um triz já menina, me ensina a esperar novamente: Beatriz se gesta no mundo...
Um dia nasce em meu colo,
eu solo, espero.
Terra fértil, úmido de amor.
- Yemanjá, toma conta da Borboletinha do Mar.
Eu sem sonhar, durmo pra vida girar.
Tempo que a areia quis em mim, tempo, o barco navega afim, tempo, o tempo é molho do há mar.
É tempo de m'olhar.
Lambeatriz, Onda,
há mar.
Bebeatriz, Sol,
há mar.
Sobeatriz, Vida,
há mar de amor,
o mór que sou.
In finito.

2 comentários:

val disse...

Muito lindo o texto e mais linda ainda a Beatriz ( pelo pouco que deu pra ver....)

Carol Nogueira Gama disse...

Que lindo! Vc e rico ne, amigo??? Mais que o tio patinhas! =)