sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Pra Bê do pai



Bê do pai,

cadê você? Cadê o encanto que move os dias, cadê o passarinho parado no ar, o meio do gole d'água, a sede que sacia, saci, fogueira e luar?
Estrelinhas miudinhas que brilham limpinhas na noite pretinha do meu neném...
Sou bobo, filha.
Poema no copo, maçã no pé, risada de gato, xixi de menino, sou pequenino diante de tal natureza de ser.
Docê.
Yemanjá tem me dado notícias suas,
nua,
na boa viagem da vida.
A areia do tempo escorre nos seus dedos como escorre nos meus, minha borboletinha, e é só encostar a orelha na concha que ouço o mar deitado em seu colo de menina. Vitamina.
Você já adorava cará na barriga da mamãe.
E o papai adora a sua aflição quando cheiro minha cria, barba que lhe-te-coça-nuca.
Ah, sabe o que você vai gostar? Monteiro Lobato, minha Narizinho.
Faço-me um ninho e aguardo você pousar.
A vida é esse marzão todo. A gente não vê: mas do outro lado do mundo, há bem, há bom e há belo a se descobrir pra viver, meu Bem. Tudo esperando você.

2 comentários:

Re Bevilaqua disse...

O tamanho dos cílios não foi suficiente pra represar a lágrima.
Sua doçura é legado para a pequena.
Que privilégio a Bê ter um Bê.

Bê Sant Anna disse...

Querida Rê, que eu possa cui-dar com o mesmo amor.
Bê ijo, querida.