segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A Borboletinha e a fita.



Borboletinha do Mar, que sabe das ondas, tem em si o desígnio do existir. A presença animada, séria, calada, colada no tempo, espera. Sabe do passo, sabe do abraço, fica aflita quando beijo seu pescoço, fungada de pai que respira a cria.
É via.
Tenho pra mim, tenho por mim, tenho nada pra mim, tenho nada por mim. Voa vento, borboletinha, entre as estrelas do mar, peixe que é, espuma branca na borda da areia. Vi você no Campo das Estrelas. Entre as estrelas do céu, espreitando e sorrindo. Caminhando comigo, me dando a mão no deserto. Fui no seu colo, meu solo, chão seguro macerado no cajado. Você me sorri, do colo da mãe, e sabe do meu.
Mistura. Banho de banheira. Fita amarela.
Nas areias do tempo, você, empanada, me sorrindo o que só eu sei.

Nenhum comentário: