quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Em canto.



Hoje eu me diverti com seu chorinho.
Não foi um chorinho assim chorinho. Foi mais como um chorinho assim reclamento.
É, sim, foi isso. Um chorinho assim reclamento, um beicinho  de choro e um lamúriozinho do tipo... hummmmquê que eu tô fazendo aqui?
Eu ri por dentro. E pensei no tanto que isso importa, no tanto que somos assim assim, iguais, mesmos, inteiros partidos, somados, subtraídos, e o tanto que isso realmente faz com que a gente reclameie um tanto. Hoje eu também quis fazer isso diversas muitas tantas vezes.
Hoje, ontem, antes de ontem, antes de ontem de ontem de ontem até chegar lááááá atrás.
E reclamar o lamúrio do quase choro, o bico sem jeito, o franzir do nariz e o cair do olho. A dó de si mesmo, ensimesmado com o mundo. Misturindochorando de si e de tudo, dizendo: hummmmmmm....
É só um sonzinho apertado que sai. E nem é hum. é i, é o+u+i, sei lá enfim o que é.
É um apertin na gargante de quem quer cantar e não deixam. De quem quer voar e não deixam. De quem quer calar e não deixam. De quem quer só correr e não deixam. De quem quer só querer e não deixo.
Eixo.
Sim é o que falta. o d eixo.
E o som de si que vem de dentro murmura canto, mas canto da sala, tiquim, cantin, encontro de retas que pra onde não sei.
Esquesei.
E, inexplicavelmente, me encanto até com seu chorin. Vai ser assim. Mas não só assim. Fica tranquila.

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