domingo, 19 de junho de 2011

Haikai do meu caminho




O tempo sendo. O tempo senda. 

quinta-feira, 16 de junho de 2011

verão

Ele é egoísta. Auto-referente. Tem viagens persecutórias, é inseguro. Umbigo do mundo, encontra um jeito de precisar. Independentemente de precisar. Se acha zeloso, mas não sabe que a palavra zelo vem da palavra ciúme. Se acha. E tem medo. Contraditoriamente. Espera, mais do que faz, é outro. Não ele.
Mas é romântico, no sentido de acreditar na diferença. Faz café da manhã e leva na cama, cuida, traz, busca, poda, molha. Abre a porta do carro na maioria das vezes e canta pela manhã, quando atravessa a rua e sobe no passeio. Em voz alta. E sonha. Sem acordar. E quando fala, elogia. Quando noite, estrelas. Quando dia, amanhece. Quando tarda, inverno. Quente, muito quente. Olha nos olhos pra sempre e acredita na possibilidade da verdade. Verdadeiramente. Me pergunto se merece crédito.

terça-feira, 14 de junho de 2011

É lida, a trema.

Ei, Bela Trema.


Você não está em desuso. É rara, é diferente. Encontra leito é nos cultos, nos sábios, nos textos profundos.

No verdadeiro amor romântico. Não no romantismo bestabobo, irracional, sem medida.

Há medida pro amor que não se acha em cada esquina. Não é fútil, não é séptico, não é réptil.

É borboleta menina. É borboleta, menina.

É o verdadeiro mar. É a mar, mulher, fértil, feminina, esquina. É lida por quem sabe, É lida por iniciados na vida.

Sabe, "mar", em francês, não é feminino à toa. Talvez por isso o francês nos pareça a língua do amor.

Pensando bem, Bela Trema, você é lida por quem gosta de queijos e vinhos e sabe dos piquiniques nas tardes de inverno.

Bê ijos de um fã reconhecido seu*.



*também

quarta-feira, 8 de junho de 2011

efeitos

Minhas costas dóem.
Ontem, acordei com o yogo caindo no meu colo. Uma bola imensa me acordando, dizendo que era pra ir pra cama, que não tinha nenhuma condição de continuar ali, no computador.
Hoje, minhas costas ainda dóem. Tomei um tandrilax quando deitei, outro 3 da manhã, quando não suportava mais o incômodo, junto com o pantoprazol, e resolvi não resolver.  Até porque não dá exatamente pra resolver nada 3 da manhã com um pantoprazol e um tandrilax na cabeça.
Estou deitado. Minhas costas ainda dóem. Vou tentar dormir, não sonhar com você, não sonhar com você, não sonhar com você.
Sabe? Meu mundo e nada mais.
Hoje, sou só um jeito de dormir tandrilax e acordar sem dor. Ou sem os efeitos da dor.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Homenino


Quando um filho, um dia, lhe trouxer um trabalho... leia.
Mas não leia com um olho no gato e outro no peixe, um no jornal e outro na cerveja, digo, no trabalho do filho. Porque um trabalho de um garoto pode conter entrelinhas. Pode dizer quem é esse cara, pode falar do garoto, do rapaz, do homem, do velho. Pode falar do cidadão. Pode falar do ser humano, do ser fundamentalmente humano que está ali, a poucos passos; pode falar que você, pai ou mãe, fizeram um excelente trabalho.
Muitas vezes os pais não prestam atenção no trabalho dos filhos. Ou porque era só um trabalho de filho, ou porque era só um trabalho, ou porque prestar atenção era mais um trabalho.
E como os pais trabalham! Mas, em muitos casos, se esquecem que prestar atenção é um ato de amor. E que surpresa podem ter!
Foi o que aconteceu com minha muito amiga, quando demonstrou mais uma vez amor por seu filho: ela leu, releu, e releu de novo o trabalho de seu filho. E imagino que não se surpreendeu ao ver que ela, sim, também fez um excelente trabalho...
Quantos pais não desejariam descobrir "quem" seu filho realmente é aos 15 anos?
Quanto a mim, só quero continuar amigo de um menino-homem que já demonstrou que em breve vai ser um homem-menino. Homenino.
Com a palavra (ou com as letras), meu novo velho novo amigo Felipe, irmão de uma corujinha:


“The dreams I have”
The Giving Way.

"Hi, my name is Felipe Filgueiras, and I am here to speak today, about something we hear, and see it all the time, in almost every place we go in the world. This thing, makes people hungry, makes people die, and dissipates whole populations. This thing, shows up in the news, and no one seems to care anymore, because everybody is so tired of  listening to the same thing over and over.
I live in a city called Belo Horizonte, situated in the southern part of Brazil. Everywhere we go here, we can notice that poverty has been spread in a speed that nobody, even those who suffer from the problem, expected. We see children in the streets, juggling oranges and begging for any money you can give them. We see parents that have absolutely no condition to send their children to a private school, and so, send them to a public one; in which they have no quality of education at all. We see people having no place to get help when they are hungry, or lost in drugs, or even without a home.
My city, suffers from a problem that can be translated as “lack of attention”. Lack of attention for those who need, and even for the city itself. The public money that we pay in taxes every month should be invested in increasing the salary of teachers who work in public schools, and have no motivation at all to teach those who need the public education. The public money should be used to create more projects to take children off the streets, and feed the hungry. The public money should be used to create public rehab clinics for drug addicts in the streets, instead of arresting them.
There is no way to talk about my city without talking about my country, who, consequently suffers even more from problems that need to be solved. Now a days, corruption in the government has become a common problem in Brazil, that passes through our eyes and we don’t even bare to care.  Deviations from the national money that come from hard working citizens, has been paying for the luxuries of the corrupt politicians that we have in our governmental system. While that happens, violence and poverty just keep growing right in front of them. We need a proper government, who can offer us citizens, the security, the education, and the use of our money, in things that are really worth it.
People in the world, just seem to care about themselves. We often see people saying the words “me” ,“I” and so on, and forget, that there the world is more than just them, or their friends and family. We need all people, to know of what I call “the giving way”. The giving way, teaches us the exact opposite of what we all learned until now. It teaches that is ok; to make charity, give some of yours, for those who need. It teaches us, that not necessarily more is better, and that the world is suffering with the exaggerations of all of us. It teaches us that some acts that we do, as much small as they seem to you, can be extremely good and helpful for other person. What it teaches us, above all, is what we need, from now on."

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Haikai da lembrança



A SALdade é tempero da espera.


quinta-feira, 2 de junho de 2011

A Pequena Resedá

Rock Júnior, mestre em Bonsai, não exitou, foi direto:
- Você tem certeza, Bê, que aguenta ver esta árvore sem folhas durante alguns meses? Veja, suas folhas já avermelharam, boa parte das folhas já se desprendeu. Isso vai acontecer com toda a árvore. Ela vai ficar completamente sem folhas durante um bom tempo...
Olhei para a pequena Resedá e imediatamente entendi o comentário da Re Bevilaqua, citando o próprio Rock, antes de sua chegada a Terra Bonsai:
- Meu marido costuma dizer que uma árvorezinha dessa é como a terceira ponta do triângulo, que tem nas outras duas você e Deus. É como o elo de ligação.
- Eu acho que compreendo o que essa árvore está passando, Rock. Eu sei do tempo de espera..., respondi.
- Excelente escolha. Não é ela que está preparada para você. É você que está preparado para ela. Não foi você quem a escolheu. Ela lhe escolheu, porque sabe...
Foi assim.
A pequena Resedá veio ao meu encontro.
Vou seguir o conselho do Rock. Molhar, observar a terra, respeitar seu tempo, e quando a primavera chegar, acompanhar seus brotos, suas folhas, que lentamente vão aparecer. Até o dia das flores, que virão.
Vou esperar por cada uma delas. Pacientemente.
Até lá, vou dar todo o apoio, por mais seca que pareça, por mais hibernada que pareça, por menos encantadora que pareça, sabendo que a seiva é viva lá dentro, corre sangue, flui sonho, pulsa flor, arvorece a simplicidade do existir.

Quem quiser ver se algum bonsai lhe acha e lhe escolhe, vá até Nova Lima, no Terra Bonsai.
Dica: se quer se preparar para um Bonsai, nos dias frios, beba um pouco de tchai e leia poesia.

Terra bonsai: 31 - 3581 7503