quarta-feira, 25 de maio de 2011

Rio de mágoa

"A vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos." ou algo do gênero.
O substrato é esse. Os saltimbancos são esses.
Quando não, sim. Quando sim, não, ou talvez. Quem sabe?
Não posso enfiar na cabeça de ninguém que não se programa a vida, que não se mede sonho, que não se vive só o esperado. Nada do que foi será, do jeito que já foi um dia. E não importa se Lulu venha dizer, se Nelson Mota venha dizer, ou qualquer um novo, sobre o que já foi dito por Heráclito muito antes... tudo muda, nada perdura... a história de ninguém se banhar no mesmo rio é fato, é foto, é assim, independente do nosso querer?
Quem quer, afinal, tomar banho no outro mesmo rio?
Quem quer, afinal, entender que é rio, é vida, é sonho, é paixão, é água, é agora?
Mas que droga, tem gente que quer encontrar o outro mesmo rio... e não entende que é mesmo outro e bom, e belo, e refrescante, e caudaloso, e farto, e tanto, e molhado, e tudo...
Ah, Rio, vem molhar nossa plantação. Vem afogar nossa mágoa, vem inundar a ilusão. E vem ser rio, só, margens e profundidades tantas.
Estou aqui. De sunga, pelado, apesar do frio.

Nenhum comentário: