domingo, 28 de novembro de 2010

nada além da palavra


Você me leva?
Levo.

E de repente, ouvi... você me l-eva? L-evo.

Sim. A Mulher e o Eterno, lidos pelo L, como no hebraico antigo, sem vogais, como se a letra L sozinha pudesse me dizer o verbo "ler", só com sua primeira letra indicativa...

Não vai ser fácil escrever esse post, como não vai ser fácil lê-lo, ou entendê-lo...

EVA, presa em "leva" e EVO, preso em "levo" pedem po-ética-mente para sair. Querem se encontrar. Querem estáBêlêser-se.

Todas as letras saltam agora, aos olhos, aos sentidos, às leituras, aos cantos, ao umbigo. Um telefonema, ela desligou. Ela des-ligou, por mais que houvesse algo, por mais que estivesse certo, por mais que estivesse espera. Há sinal de ocupada. Que linha é essa?

Eu des isto, eu des aquilo enquanto con-ti-nu-o fazendo figa. O simbolismo parole embaralha o viver, enquanto a palavra encanto, me coloca atocaiado, em canto, no canto, lá.

Vou voltar pra Holanda. Lá, onde há moça brinco de pérolas, leio o "anda" na palavra Holanda.

Um comentário:

Rachel Murta disse...

Inspiração bê...zística:
Nada além da palavra
Nada ah lenda palavra
Nada