quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Vivo?

Conceitos que regem o mundo. Idéias que marcam. Marcas. Por que precisamos tanto de idéias, conceitos, enunciados, ordens? "Fidelidade". "Conexão como nenhuma outra". "Presença". "Feito para você". Será que está todo mundo nessa carência existencial toda?
Será que não vamos entender definitivamente a palavra solidão de outra forma?

Sólido. Muito sólido. Solidão.

Sozinhos estamos, sozinhos somos, sozinhamos sempre, iludidos. A experiência do encontro pode ser experimenciada viventidamente na senticitude do limite entre o ser e o estar. Na comunhão com o outro. Mas só.
(nos dois sentidos - no sentido de "apenas" e no sentido do "sozinhamente alone")
Vamos parar com essa coisa besta de aguardarmos os ditames da moda, do mudo, do capitalismindividualistedonistegoístico, se é que você me entende.
É só saber que nossa construção, sólida e somente e solamente, se dá primeiro no encontro com o eu. Se for difícil, olha no espelho. Durante 5 longos minutos.
Depois volta aqui no blog e me conta o que aconteceu.



4 comentários:

Fabiana Ferraresi disse...

Por isso sermos chamados de indivíduo faz tanto sentido, né, Bê?
E no dicionário indivíduo também é indiviso!!! Precisa dizer mais alguma coisa?
Bjo.

Carla Vergara disse...

Acho que vou ser meio mal educada aqui. Desculpe, sem mais palavras: você é foda. Quero uma motocicleta, logo existo. Conexão como nenhuma outra. Beijo.

Papagaio-do-mar disse...

Belas palavras. O que precisamos é de uma mão pra segurar enquanto caminhamos para o supermercado pra comprar chuchu. Tem coisa mais sem graça que chuchu? E tem coisa mais agradável do que ir com alguém, de mãos dadas, pra comprar esse legume sem sabor? A vontade de comer, vem é desse afeto.Sozinhos sabemos ser. Quero provar novamente do ser acompanhada.

Daniel disse...

Ingresso de cambista

Somos como peças de teatro ,
monólogos,
de “nós” mesmos,


sem interrupção:
nossos devaneios.

Protagonistas?


Nós mesmos!
Sem a terceira campainha...