segunda-feira, 27 de setembro de 2010

luz e sombra


Lentamente, me dito.
me estou.
me situo.
me vou.
me sinto.
me perdôo.
me loucamente angustiado.
As janelas da alma têm vidros antigos, que centenas de anos vividos, escorrerem um pouco, liquefazendo a paisagem de fora. Como tantas catedrais européias que visitei...
Em todas, mistério, silêncio, orações, dúvidas e algumas lágrimas. Por um motivo ou por outro.
Minha alma é uma catedral?
Devo ver de dentro da alma? Devo dentro pra fora? Devo fora pra dentro? Devora? Deventre?
As profundezas da alma têm um pouco de limo. Lá, onde a luz quase não alcança, escuro do ser, verdades ocultas.
Hoje acordei lanterna. E quero ir dormir farol.

Um comentário:

Luciana disse...

Farol de pensamento. Esse não adormece. Pode ter elevação sem ter elegância. Palavras de um autor "desassossegado".

Saudades de você Bê! bj