quinta-feira, 29 de julho de 2010

vo


fiz-me giz, pinto nos azulejos encantados do mundo.
estou feliz, durmo noites de noite atravessado na cama.
por um triz, me perco em desvios de planos mun-danos.
a hora da estrela atravessa a expectativa do menino que olha para o céu e espera.
sabe que não há letra maiúscula, que não há nada a se impor frente à verdade verdadeira. verdadeira. verdadeira.
amarro a corda da vida no meu pescoço e salto do branco banco precipício da mente.
enfrento meus pensamentos que insistem em pedir pra serem escondidos.
coloco-os para fora. fora, eu digo. fora!
amanheço me e entendo a necessidade de estar presente em minhas coisas todas.
a vida é verbo e verbifico minha existência consciente, aberta à não explicação.
vi-vo.

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