domingo, 4 de julho de 2010

Ventanto tanto


Ela é querida. E me acompanha de perto, de longe, de certo.
Ela me mandou um email carinhoso de aniversário, que copio aqui parte da resposta, que acho que resume bem o que foram esses quatro dias:
Sabia que vinha pro sertão que Guimarães, pra estrada do eu, e vim me procurando atrás de cada pedra, de cada árvore, em cada nuvem, nas sombras pelo caminho.
Foi bom.
Cheguei na Serra do Cipó e decidi dar um pulo na Lapinha, que nunca tinha ido. Vi a bela lagoa, dei carona pra um matuto Bruno, que não sabia falar direito, mas sabia tomar cachaça e vender lote com vista pra lagoa. A estrada de terra pintava os sentidos e deixava uma fina camada de pó da estrada, pra ser retirada com reflexão sobre o caminhar, prova do percurso.
Estou bem, penso você, penso tantas pessoas que distribuo amor por onde meus pensamentos passam. Ainda nesta semana, na aula de hebraico, uma espécie de questão zen hebraica nos banhou:
se o mar chega à falésia, e nela, uma caverna esculpida se enche de água, o mar fica um pouquinho mais vazio?
Resposta: não.
É como o amor. Você pode preencher alguém todo com seu tanto amor e, ainda assim, seu amor continua cheio, maré alta, irresponsavelmente pronto para amar. De possível compreensão, de difícil prática, o amor é mar. E amar, banhar-se mergulhando de cabeça.
(...)
Você me desejou que, no meu aniversário, eu encontre a paz que estou sempre procurando.
Agradecido vou,
escutando o vento,
sentindo a paz da estrada,
exemplo sempre novo para o Eu Caminho.
A mar te vou, vento, caminhando sempre a tento...
Bê.

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