quarta-feira, 7 de julho de 2010

diga 37


Tenho trinta e sete anos e um des a fio, a penas: ser feliz.
Me en cantar nova mente, me en volver.
Tenho trinta e sete anos e menos uma infância.
Menos um peito, menos jeito, menos lambança.
Tenho trinta e sete anos pra lembrar, trinta, e sete pra esquecer,
trinta e sete pra brindar.
Trinta e sete pra mover e respirar.
Trinta e sete opções pra esquecer de amar.
Trinta e sete vezes pra jogar, trinta pra partir, sete pra inspirar.
Tenho trinta e sete sonhos pra realizar.
Hoje, mais um dia, ou menos um.
Amanhã, novo hoje, bem comum.
Cuide do jardim, ela diz.
Plante uma árvore, ele fala.
Faz um filho, ela sonha.
Eu, trinta e sete bobamente mais eu, insisto:
sou amigo de kairos.
O tempo da aprendizagem, o tempo do coração.
Um dia, ela ouve,
um dia ela escuta,
um dia ela sente,
um dia, transmuta.
Trinta e sete anos são ainda bem feitos de um dia.

Um comentário:

Renata Feldman disse...

Seja feliz, Bê! Aceite o desafio.