quinta-feira, 27 de maio de 2010

Alerta


A correspondência passa por debaixo da porta.
E lá aguarda.
Pulo quando passo.
Não há passo que faça a consequência do existir atrair minha atenção.
Não para a correspondência.
A correspondência não corresponde.
Não aos meus anseios.
Ela quer me seduzir, bestamente, óbviamente, indignamente.
Nada novo,
contas, apelos, pedidos, perdidos, informação que não forma o que preciso.
Narciso.
Não ao que já conheço, vomito letras embaralhadas pela culpa culta do comunicante.
Amante.
Séquito de nada, revoltei-vos!
E compreendam de uma vez por todas que a explicação gigante da palavra ser no dicionário, nada tem a ver.
Por isso, fechem bem os olhos.
E estejam.

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