sábado, 24 de abril de 2010

chef?


São 3:43h da manhã.
Acabei de voltar da casa onde houve um encontro das pessoas que trabalham onde eu trabalho.
São pessoas lindas, amigas, amorosas, inteiras.
Íntegras, zelosas, cuidadosas, cautelosas. Mas são pessoas.
Todos nós, dignos de entendimento. Acho que esquecemos de nos entregar ao departamento responsável.
Quando não há departamento responsável, quem responde por nós?
Não gostei do jantar que fiz.
Tem isso: pra cozinhar, temos que estar 100% presentes. Ato Zen.
Fiz o mesmo prato pro meu amigo Paul e sua família em Gorinchem, na Holanda.
Lá, sim, ficou tudo uma delícia. Ontem, eu, mais três casais, que foram delicados ao degustar minha tão esperada refeição, que não nos nutriu o corpo, só o espírito. Tirei a barba e cheguei na casa da diretora do meu departamento só de bigode, falando francês, vestido de chef.
Se não nutrimos o corpo, nutrimos o espírito pelo tom da brincadeira e a vontade de ser mais alegres em uma noite que, pra mim, não estava exatamente feliz.
Mesmo assim, fui feliz ao lado daquelas pessoas, que alimentaram a minha expectativa.
Em uma noite triste é possível encontrar muitos momentos felizes.
Ainda bem, ou melhor, ainda zen.

2 comentários:

Carol Nogueira da Gama disse...

só mudaria o "mas são pessoas" por "e são pessoas, humanas, gente como a gente, com todas suas escolhas"

Bê Sant Anna disse...

Compreendo, Carol. Mas tem hora que o lado difícil de ser uma pessoa pode ser ressaltado, até pra lembrar que somos humanos, erramos e não somos perfeitos. Tem hora que justamente isso vai nos fazer lembrar de incitar o lado bom...
Acho.
Grato por compartilhar sua opinião. :)
Bê ijo!