segunda-feira, 1 de março de 2010

sopalapalavras

Mais um dia de trabalho, mais um dia de expectativa, mais um dia.
Meus amigos me malham. Acham ridículo o fato de eu ter um blog, de estudar um instrumento musical, de estudar a língua, de ir atrás da fonte, do silêncio, do pai da palavra.
Pai?
A mãe da palavra gestou o significante e se fez no ouvido referência do codificador da mensagem.
Putz, que frase chata. Isso só pode ser reflexo de sábado até de madrugada, de domingo até de madrugada. De segunda com reunião marcada para as 6 horas da manhã, acredite se quiser.
Qual a medida disso, daquilo, do que posso, do que devo?
Coloco o Caminho no colo e levo-o enquanto der.
Tem hora que ele gosta.
Ele sabe que há dever, há de haver, há mistura, há impulso, há sisura.
Há erros e há acertos. Há certos.
Há.
E vale à pena, sabe?
Sente?
(prometo que o próximo texto vai ser super pé no chão, preto no branco, obviedade, tá?)

2 comentários:

Katia disse...

Ahh não... De preto no branco o mundo está cheio! O que nos arrebata em teu blog é justamente esta prosa solta, que faz com que a gente suspenda os nossos pés do chão e levite contigo, em teus devaneios encantadores, que mesclam tão bem a abstração e observação minuciosa de cada palavra, de cada som, de cada cor...
Não de bola ao que os tais amigos te dizem: deve ser ciúmes, porque enquanto você escreve, estuda, cria, compartilha... enfim, enquanto você caminha, eles apenas ficam parados te observando... rsrs
Abraço.

Bê Sant Anna disse...

Hehehe.
Valeu, Katia, vou levar em consideração. No próximo post viajo ainda mais! Hahahaha
Volte sempre!