domingo, 21 de fevereiro de 2010

Inteiro

É como à tarde, em praia.
É como ver o mar, absorto.
É ver-i-ficar passivo, contido, sentindo apenas a sua respiração que vibra com o mundo inteiro.
Inteiro.
Ondas que molham a areia que seca. Os peixes, todos, estão lá, mesmo sem vermos.
Peixes que brincam nos meus sonhos de menino.
Mais reais que os peixes reais que estão lá, mesmo sem vermos.
Peixes que fazem festa nas profundezas da mente. Sente.
Coloridos, tamanhos variados, olhos esbugalhados.
Peixes.
Quero ser um São Francisco do mar.
E que os peixes, e as borboletas, pousem em meu ombro enquanto sonho acordar.

3 comentários:

Ana Cabral disse...

mineiros loucos por agua
mineiros loucos por terra
amamos o mar
amamos as montanhas
o mar acalma, relaxa
as montanhas oprimem
apertam o coração
o mar nos deixa mole
as montanhas nos deixam duros
deixei as montanhas
vim A PRU MAR
é bom saber que ele está ali
perto, vivo, revolto, calmo.

Bê Sant Anna disse...

Delícia de comentário Ana!
A-perte-se desse mar, viva sua re-voltante calmaria... e ao olhar as montanhas, feche um pouco os olhos: descubra os mares de morros daqui.

Rachel Murta disse...

Às vezes o mar me parece tão longe que dá uma saudade...

Beijos e ondas pra você