quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

D'eus.


Bem, eu não vou fazer apologia a nada.

Eu gosto de natal e pronto. Acho que se for esta a maneira das pessoas ficarem mais sensíveis, uma oportunidade de fazer do encontro uma espécie de marco, já vale.

Bom saber que há o brinde, há a entrega, há o olho no olho, a vontade de ver e celebrar. O poder do rito novamente se faz presente, presente num dia cheio de simbolismo, pra quem acredita no tipo de amor que renova, que faz deslocar, que sem querer nos toma de assalto.

Meu amigo Paul, da Holanda, me disse já faltando uns 150km pra chegar em Santiago que ele estava abismado. Nunca imaginou que um dia diria que Jesus transformou sua vida.

Ele era desses céticos, desses difíceis de dobrar, sabe?

Mas se transformou sem que pudesse prever, por ter encontrado uma energia diferente no amor que vivenciou no Caminho de Santiago. E olha que analisava tudo com a máxima lógica, a máxima métrica, a razão máxima, mesmo ao tratar do Caminho, sua história, sua essência.
Mas Paul não pode com o amor que desloca. O amor que chacoalha e arrebata, o sentimento que é puro por natureza, é verdade inquestionável e faz o ser humano ser mais humano, mais livre, mais integrado a um sentimento de união que não dá pra explicar com palavras.

Meu professor de física do colégio Pitágoras, Ênio, me disse uma frase uma vez, em um curso de filosofísica que fiz no terceiro ano científico, que me marcou para sempre:

- "Eu sei Deus."

Não só entendi na hora, como compreendi na hora. Porque não passa só pela razão. Passa pelo coração saber Deus. Questionar "se eu acredito em Deus" é como questionar se eu acredito no amor que sinto, por exemplo, por minha mãe. Talvez a pergunta seria "você acha que Deus existe?" Mas ninguém me perguntaria "você acha que sua mãe existe?". Quando me perguntam se eu acredito em Deus, entendo que estão me perguntando se eu acho que Deus fala a verdade ou não, se posso acreditar no que Ele me diz. Porque, para mim, não existe sequer a pergunta sobre a Existência ou não. Talvez seja necessário uma espécie de explicação mais profunda sobre essa questão tão simples na minha cabeça. E vou começar, apenas, indicando o Caminho que sigo, e que é estrada de tijolos amarelos.

Pra começar, Deus é Linguagem.

Um comentário:

Fernanda disse...

Bê,
Outro dia recebi um “recado” de Deus tão bacana que vou transcrevê-lo pra você:
“No âmbito espiritual, as respostas são obtidas com o estudo, com a análise dos questionamentos e respostas, com a compreensão. Só assim vem a aceitação. E só pratica quem aceita a verdade.”
Bjo