sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Orinoco flow


Eu vou ao Orinoco.
É difícil ir ao Orinoco. Muitos não conseguem. Muitos não tem como.
São bonitas as pessoas, como são bonitas... Elas todas e suas calças jeans, seus vestidos, seus batons, seus penteados. Todas olham no espelho para os outros. Quando vão olhar para si?
São tantos os encontros e a vontade de ser, tantos amores e a vontade de se dar, se entregar, se envolver. Temos tanto medo de tudo e deixamos de lado o amor de verdade, escapando água, escorrendo frio, sumindo fantasma no meio do tudo.
A vida não dá trégua, ela quer coragem, como já disseram. A vida agridoce se expande sabor na gente deitando. Quem é que acha que pode deitar pra dormir? Quem é que acha que pode deitar pra viver? E sonhar e sonhar...
A entrega se dá na medida da dor, a entrega se dá na medida do amor.
Quantos nós rasgamos a cada dia, desfazendo, refazendo, refazenda?
Vamos fazer uma caravana para o Orinoco, gente. Vamos dar vazão ao rio da nossa alma. A terceira margem de Guimarães não é dele. É de cada um dos eus.
"Dos eus". Notou a semelhança?
Basta dizer em voz alta.

Um comentário:

Anônimo disse...

"Tudo vale a pena quando a alma não é pequena"
Gostei mt do que li hj no seu blog.
Gracias a la vida !
Serena Desesperada