sexta-feira, 18 de setembro de 2009

contatos durante o caminho

Estou em Roncesvalles.
Amanhã começo o Caminho de Santiago. Se quiserem contatos ou notícias:
cadeosdoido.blogspot.com ou besantanna@gmail.com
Té já.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Fui?


Férias de mim. Ou férias comigo?

É tchau ou adeus?

Na terça feira parto pra Santiago de Compostela. E só volto(?) uns 40 dias depois, mais ou menos. Rito de passagem, busca pessoal, tratado religioso, não importa. Importa é que vou ficar longe perto, com vontade de mim, espero. Sinto necessidade de ir. Isso é mais do que vontade. Isso é lemniscata, pulsão, elétrons no átomim.

A cada casquinha tirada, o dodói fica mais seco, diriam. Não esquece de beber água, aconselham. Vai pela sombra, menino! Pode até ser. Ou não, como diria o outro. Se cuida, meu filho, devo ouvir na terça.

E vamo que vamo. Como diz minha amiga mais internacional, vai fundo que a lagoa é rasa!

E quem quiser viajar comigo, que tente me acompanhar, quando for possível pra mim, no cadeosdoido.blogspot.com.

Té já.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Faltam oito dias. "8"...


Aproxima-se o dia da viagem. Ontem faltavam 9 dias, hoje, 8... E assim vai.
Como SEMPRE, rumo ao desconhecido.
Viajar com o Ramiro é sempre engraçado. Guardamos um resquício da oitava série do colégio Pitágoras, o clima, as brincadeiras, em muitos casos as mesmas piadas.
O Ontem se confunde com o Hoje e, na mistura, molda amanhã.
Presente sempre, na rica experiência de ser, conviver, encontrar e, agora, porque não dizer... buscar...
Ah, fomos almoçar no Quintal, na pampulha à pé, claro. Quem já foi sabe como é gostoso...

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Odissou


Terminei ontem de ler o livro "COMPOSTELA - Muito Além do Caminho de Santiago", de Beto Colombo e Manoel Mendes, livro que ganhei de uma pessoa especial, absolutamente carinhosa e atenciosa.

E, de ontem pra hoje, sonhei pela primeira vez com o Caminho.

Confesso que me emocionei muito com algumas passagens específicas e duas delas me fizeram chorar. E olha que homem não chora.

Já começo a sentir uma espécie de saudade de tudo que vivi antes do Caminho, como se o que hoje presentifico fosse se mostrar distante após minha experiência de viagens... Tenho refutado com muita veemência a idéia de que algo vai mudar substancialmente, de que vou descobrir uma resposta pra alguma pergunta oculta em mim, de que vou me iluminar em algum nível, enfim... Isso porque não quero me decepcionar. Não quero fazer do Caminho um rito obrigatório de passagem, um modelo mítico manjado de caminho do herói, que volta renascido, renovado, temperado pelas batalhas. Ulisses crescido, mais próximo (?) dos tantos deuses presentes em nossa construção arquetípica...

Acontece que sou assim.

E, do dramático romântico, sonhador infantil, rebrota a vontade do mágico, do fantástico, da incrível fantasia presente no suor do meu travesseiro... Não é à toa que, da minha primeira viagem à Europa, à cidade de Toledo, eu trouxe uma espada de samurai e coloquei na parede, em cima da minha cama. Sei que quando pensonho o Caminho vejo o menino de Kichute, com o cadarço amarrado na canela, em cima de alguma pedra, capa de pano de forro de mesa e a música tema do Homem de Seis Milhões de Dólares tocando em Back Ground. Quando pensonho o Caminho, conto com a motoquinha do homem-aranha, o cinto de utilidades, o grito Shazan, o sabre de luz e, claro, meu chapéu...

Como diz meu novo velho amigo Manoel Mendes, o Mano, - Ânimo!...

terça-feira, 1 de setembro de 2009

be good, get good


Na ausência de significado, a resposta.

A potência da resposta representa a totalidade de significados possíveis.
Se a vida que não for analisada não vale à pena ser vivida, como diz Sócrates, têm-se na análise, e não na resposta, o motivo.

Motivo vem de mover. Mo-ver, meu ver, meu olhar.

Poder observar meu caminho é tender à possibilidade transformadora do movimento.

Me lembro do episódio JOGOS da quarta temporada de HOUSE, quando ele diz:

- Há três escolhas nesta vida: ser bom, tornar-se bom, ou desistir. A resposta simples é: se você não tentar, não vai falhar. É simples. Se não está feliz do avião, pule!
(...) a vida é perigosa, complicada...
(...) prefere imaginar que pode escapar em vez de tentar, porque, se falhar, não terá nada. Então desiste de algo real e se agarra à esperança...
É que a esperança é para os covardes... acontece.

imagem em:
http://www.ojm.pt/fotos/menus/areia_1216720854.jpg