sexta-feira, 31 de julho de 2009

noitô


Flávia já havia me advertido.
Preciso aprender e apreender dizer não.
Quantos rumos, tantos caminhos. Vivo sonhos impossíveis cheio das verdades que só existem aqui dentro. E sofro. Resolvo resolver. E sofro. Quando a escolha antecipa o sujeito e anula o eu, não há escolha, há saída. Caminhos revoltos, folhas que caem quando passo em câmera lenta. As árvores balançam, mas não sinto o vento. Estou ali longe, noutro lugar distante de mim, do eu, do ser, do estar, do permanecer, do ficar. Caixinha de fósforo com um besouro dentro. Mariposa na lâmpada que escuta o rádio valvulado. Luz amarela. Cheiro de café.
E destôo de mim na noite que não cessa, não atravessa, não tarda, não falha.


imagem em:http://media.photobucket.com/image/barulhos%20noturnos/joaobbbb/Belem/S2020057.jpg

3 comentários:

Morena disse...

Vagalume
"Deixando a profundidade de lado...
Viver na divina comédia humana
onde nada é eterno...
Ora-direis: ouvir estrelas,
Certo? Perdeste o senso
Eu vos direi no entanto
Enquanto houver espaço, corpo
Tempo e algum modo de dizer não"...
Cante!
Um dia o poeta disse!

Morena disse...

Nada como um dia após o outro kkkkkkkkkkkkkk!!!!!!!!!!

Anônimo disse...

O NAO pode ser muitas vezes o SIM...aquele sim timido e guardado, recaucado e medroso...o importante, sim, é saber se esse NAO ou esse falso SIM, fazem algum sentido "at all"!!!
E como vc mesmo disse, amanha é outro dia, e o nao vira sim, e de novo tudo recomeca...
beijos mil de longe...